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Correio Braziliense - DF 07/09/2008 - 12:15 |
Um lugar entre os curiosos
Há 298 vagas em nove concursos da área de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Interesse pelo desconhecido e pelas inovações é requisito para fazer a diferença no setor
Da Redação
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| Daniel Ferreira/CB/D.A Press |
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| Romualdo pereira: “O pesquisador é um observador do mundo” |
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O foco da vez são as 298 oportunidades para a carreira de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. As vagas estão distribuídas entre nove órgãos, todos vinculados ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Além da sede do MCT, haverá contratações para o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Instituto Nacional de Tecnologia, Instituto Nacional do Semi-Árido, Laboratório Nacional de Computação Científica, Museu de Astronomia e Ciências Afins e Observatório Nacional.
Para os olhos dos candidatos saltitarem ainda mais, os salários, somando as gratificações, podem chegar a R$ 7 mil. “No edital, consta R$ 2.292,94, além das gratificações, mas é que ele foi publicado antes da última medida provisória, que reajusta os salários em 60%”, justifica Wagner Leo, coordenador da área de tecnologia da informação do Laboratório Nacional. As vagas dos concursos são para os cargos de pesquisador, tecnologista e técnico.
Segundo Wagner, o grande desafio do pesquisador é buscar o novo, aquilo que ainda não foi desenvolvido e descoberto. “Ele precisa ter sempre em mente que deve buscar inovação, seja para publicar trabalhos, desenvolver protótipos”, afirma. Para que a pessoa vença as dificuldades que surgirem durante a carreira, o coordenador aconselha persistência e força de vontade. E quando a experiência já faz parte do currículo, tudo fica mais fácil. É por isso que, para concorrer ao cargo em qualquer um dos órgãos, além do título de doutor, é preciso ter realizado pesquisa relevante na área de atuação.
“O foco é a geração e a difusão de tecnologia. Então, é importante que o pesquisador tenha uma visão ampla voltada para as políticas públicas”, ressalta Roberto Germano Costa, diretor-presidente do Instituto Nacional do Semi-Árido. Alecsandro Dornelas, 30 anos, sabe bem disso. Há dois anos, o engenheiro agrônomo é pesquisador e gerencia a fazenda de estação experimental do instituto. “Aqui trabalhamos com gado curraleiro e plantas nativa. Fazemos um melhoramento genético dentro das raças”, explica.
Sangue novo
Com 10 vagas, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas busca incentivar a participação de jovens pesquisadores. “A tarefa não é fácil. À medida que a idade vai chegando, o rendimento vai pisando no freio. E precisamos de um certo arrojo, de pessoas dinâmicas”, justifica Ivan Oliveira, pesquisador titular 2 e presidente da comissão de concurso do órgão.
Sérgio Chamon, coordenador geral de recursos humanos do Ministério da Ciência e Tecnologia, frisa que, além da investigação e descoberta de soluções de fenômenos não explicados, o maior desafio do pesquisador é estabelecer e usufruir da rede de comunicação. “Ele tem que ter curiosidade e ser persistente. E o intercâmbio com outros pesquisadores é uma troca de experiência que ajuda na busca de explicações”, esclarece.
É assim que Romualdo Pereira, 44 anos, leva a carreira. Desde 1985, quando se formou em processamento de dados, ele trabalha com pesquisas. O interesse pela área começou quando entrou no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, onde trabalhou por 10 anos. Um mestrado em pesquisa resultou no convite para trabalhar no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais como analista de ciência e tecnologia.
Dez anos depois, Romualdo se mudou para a Agência Espacial Brasileira, onde está desde 2005. “Faço trabalhos com pesquisa em ciência da informação na Universidade de Brasília que são aplicados na agência”, conta. Para ele, a peça-chave de um trabalho com pesquisa é a curiosidade. “É importante questionar a realidade com o objetivo de confirmar ou formular novas teorias. Afinal, o pesquisador é um observador do mundo capaz de trazer novas interpretações.”
Escolha o seu:
Confira quais são os cargos que serão preenchidos nos concursos para ciência e tecnologia;
Técnico
Nível: médio
Vagas: 43
Salário: de R$ 1.051,08 a R$ 2.698,82
Tecnologista
Nível: superior
Vagas: 51
Salário: de R$ 1.988,52 a R$ 6.275,88
Pesquisador
Nível: superior
Vagas: 28
Salário: de R$ 1.988,52 a R$ 6.818,98
Auxiliar em ciência e tecnologia
Nível: auxiliar
Vagas: cinco
Salário: R$ 741,88 e R$ 910,34
Assistente em ciência e tecnologia
Nível: intermediário
Vagas: 75
Salário: de R$ 1.409,27 a R$ 2.063,56
Analista em ciência e tecnologia
Nível: superior
Vagas: 95
Salário: de R$ 2.562,27 a R$ 4.042,84. |