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InterCidadania - PE InterCidadania - PE
21/07/2010 - 10:13

Boa volta ao passado
Aventura do herói em grandes batalhas faz sucesso ao resgatar referências de versões anteriores do game. Prince of Persia: the forgotten sands é promessa de diversão

Vagner Vargas

Ubisoft/Divulgação
Acrobata e especialista em escalar paredes, protagonista tenta salvar o reino do irmão, que está tomado pelo exército de soldados de Ratash
Um dos jogos mais clássicos da história dos games, Prince of Persia recorreu às próprias origens em sua última versão. Lançado em maio, Prince of Persia: the forgotten sands apagou a má impressão deixada por seu antecessor. A aposta da Ubisoft foi fazer um jogo nos mesmos moldes daqueles que foram sucesso na geração passada. E deu certo. Com muita ação - as batalhas voltaram de maneira intensa e dinâmica -, o título certamente vai agradar aos fãs das versões anteriores e àqueles que gostam de um bom jogo de aventura.

O personagem central é o príncipe, que vai até o reino do irmão mais velho, Malik, aprender, a pedido do pai, sobre liderança. Chegando lá, encontra o local sob ataque pesado e se infiltra no castelo à procura do irmão. O jogo usa e abusa das habilidades do personagem em escalar paredes e fazer as mais diversas acrobacias. Depois de encontrar Malik, o príncipe descobre que a aposta dele para vencer a batalha é liberar o exército mágico do Rei Salomão, formado por guerreiros da areia que, segundo Malik, salvariam o reino facilmente.

Descrente de qualquer tipo de magia, o príncipe tenta convencer o irmão a procurar outra saída, mas não tem jeito. Depois que o exército é liberado, a batalha cessa, mas não como Malik previa. Todos os soldados são transformados em areia e o castelo fica sob ataque do batalhão liderado pelo gigante Ratash. Esse, por sinal, é um dos pontos altos.

O sistema de upgrades é excelente. A experiência vem de derrotar os inimigos e permite destravar ataques especiais e até mesmo aumentar potência das espadadas. Uma dica valiosa para quem conferir o título é evoluir primeiro a opção Stone Armor. O recurso é sem dúvida o mais útil na hora de enfrentar o ataque maciço dos inimigos.

Controle total - A principal aliada do príncipe na história é Razia. Ela faz parte dos Djinn, um povo milenar que ajudou a prender o exército do Rei Salomão. É ela que explica porque os guerreiros foram trancados há milhares de anos e incorpora ao arsenal do príncipe poderes mágicos essenciais. É com a ajuda de Razia que é possível chegar às partes mais divertidas do game. Graças a ela, o príncipe ganha as habilidades de voltar o tempo e congelar a água.

A primeira habilidade é excelente para evitar a morte do personagem, principalmente em quedas. Já a outra garante os momentos mais desafiadores e empolgantes. E é claro que há um limite para tudo. No momento em que uma das vantagens é usada, uma barra começa a se esvair, indicando quanto tempo mais será possível continuar tirando proveito da função.

O título, no entanto, também tem suas falhas. A principal delas é a facilidade. A história não é muito longa e é relativamente fácil chegar até o fim. A batalha final é uma decepção em especial. O grandalhão Ratash é lento, previsível e tem poucos tipos diferentes de ataque. Por algum motivo, a produtora não colocou no game opções variadas de dificuldades. Na tela inicial, só é possível escolher entre médio e fácil, o que já é uma grande decepção.

Claramente voltadopara um público mais jovem, o título também peca pela inexistência de sangue. O príncipe corta os inimigos humanos no começo do jogo e nem uma gota sequer é jorrada. Felizmente, a maior parte das batalhas é contra os guerreiros de areia, o que diminui a frustração. Porém, as virtudes superam as deficiências e tornam o mais novo episódio de Prince of Persia uma experiência agradável e divertida, principalmente para quem já era fã da série.

Lançado em 2008, Prince of Persia apostou bem nos gráficos em cel shading - espécie de desenho animado -, mas pecou na jogabilidade. O jogo ficou praticamente restrito às acrobacias do personagem. As lutas com espada, grande parte da emoção do jogo, ficaram de lado, quase esquecidas, o que desanimou muitos seguidores do jogo. Sem dúvida, as críticas ao título pesaram na decisão de resgatar o que tinha de bom para a nova versão.

 
 
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