no site na web
 
Soluções
Ecológicas
Empresariais
Sociais
 
Notícias
Emprego
Cidadania na Mídia
Tudo Grátis
 
Especial
Expressão
InterArte
Sabedoria
 
InterCidadania
O Projeto
Quem somos
Mapa do Site
Fale Conosco
 
Comunidades Digitais
Apresentação
Inscrição
 
 
Teatro
 
A Gazeta - Cuiabá - MT A Gazeta - Cuiabá - MT
15/07/2010 - 11:50

Contadores de história são destaque em evento nacional
O ator e dramaturgo mato-grossense Luiz Carlos Ribeiro sabe bem de sua força e se dedica há muito à atividade

Luiz Fernando Vieira

Luiz Carlos Ribeiro representa os contadores de história mato-grossenses em evento nacional
Apesar de cada vez mais pessoas estarem abrindo os olhos para esta fascinante atividade, a contação de histórias não é nova. De fato, ela é bastante antiga, está ligada aos primórdios da raça humana, que de certa forma, antes mesmo de ter desenvolvido a fala, encontrou um jeito de contar o que via por meio de representações nas paredes das cavernas e abrigos. E, diferente do que se possa pensar, a contação vai muito além do aspecto lúdico. Especialistas afirmam que as narrativas tradicionais expressam em imagens as verdades mais profundas da vida.

O ator e dramaturgo mato-grossense Luiz Carlos Ribeiro sabe bem de sua força e se dedica há muito à atividade. Ela se mostra forte em seu livro A Mala de Fugir e Outros Contos (2006), que virou espetáculo de mesmo nome, sob a direção de Júlio de Camargo. O trabalho chamou a atenção da atriz, jornalista e produtora cultural Benita Prieto, que realiza já há nove anos o Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, no Rio de Janeiro (RJ), e lhe valeu um convite especial para participar do evento, com apresentações e oficinas.

Luiz Carlos vai participar do simpósio, que ocorre de 29 de julho a 1º de agosto, no Sesc Copacabana, como destaque por conta de sua privilegiada proximidade com o Pantanal, a Amazônia e a cultura indígena. Ele conta que Benita achou interessante tratar no simpósio da importância da oralidade entre os povos indígenas, algo ainda inédito dentro do evento. Lembra que cada nação tem sua denominação para a figura do contador, mas o conteúdo tem características muito próximas. E as histórias podem até ter elementos místicos, fantásticos, porém estão carregadas de informações outras que precisam ser passadas adiante. "Não é só a história mística, é a medicina, é a questão moral, a sexualidade, organização social. Ele é um professor", diz Luiz Carlos, referindo-se ao contador.

Falará, por exemplo, dos Tamoins e dos Kaiuás. O Tamoin é o ancião do povo Kamaiurá, contador de história, que já foi inclusive foco de livro dos irmãos Vilas Boas. Por falar nesses históricos pesquisadores da vida indígena, um dos textos escolhidos para performance no simpósio é O Primeiro Homem Kamaiurá, uma história daquele povo que foi compilada pelo sertanista Orlando Vilas Boas.

Há ainda O Homem do Paletó Azul, performance com narrativas/contação de várias histórias usando técnicas diferenciadas, em que aproveita para mostrar versos de autores mato-grossenses como Manuel de Barros e Silva Freire. É um texto adaptado de Abraça-me, de Amauri Tangará, que descreve a interminável espera de um homem e seu amor pela poesia. "Gosto demais daquele conto. Fica uma performance muito bonita. Eu visto um paletó azul e no final eu convido as pessoas e eles vão tirando textos dos bolsos e vão lendo", descreve. Claro que, além das histórias indígenas tem histórias que o dramaturgo cria. Pretende falar, por exemplo, de uma questão que vem analisando. "Sabe quem são excelentes contadores de histórias? São os peões boiadeiros", garante. À noite, nas rodas que se formam depois de um dia cansativo de trabalho, eles mostram que tem muito o que contar, salienta Luiz Carlos.

Ele quer aproveitar a ida ao Rio para verificar a possibilidade, junto à Funarte, de desenvolver uma série de ações do tipo neste segundo semestre, com foco em pequenas comunidades da região da Grande Cuiabá. E um plano mais ousado: o grupo, que se chama Andarilhos da Arte e já vem visitando escolas e fez apresentação no Parque Mãe Bonifácia, quer conhecer o Kuarup, "que segundo os teóricos do teatro, é o maior teatro antropológico do mundo", lembra o dramaturgo.

Será, certamente, um momento ímpar dentro do Simpósio, que reúne contadores de história de vários países e de vários continentes.

 
 
899 Notícias | 1 a 10
 
 

06/09/2010 - 10:30
Sadismo com a paciência alheia

06/09/2010 - 10:20
Festival de teatro movimenta Igarassu

30/08/2010 - 10:50
Teatro nas alturas

17/08/2010 - 10:16
Mostra de Teatro Transcendental abre hoje

16/08/2010 - 10:32
Senhora Carrar e a estupidez da guerra

10/08/2010 - 11:50
Santa Isabel celebrado por pernambucanos

06/08/2010 - 11:22
Da arte de sobreviver com arte

09/07/2010 - 10:28
Brinde ao amor, ao teatro e à filosofia

09/07/2010 - 10:26
Teatro Oficina encena a polêmica “Bacantes”

01/07/2010 - 10:27
Curta Teatro

 
 
 
1 a 10